Ela gostava quando, depois de muito tempo calada, ele pegava no seu queixo perguntando ― o que foi, guria? Ele gostava quando ela dizia sabe, nunca tive um papo com outro cara assim que nem tenho com você. Ela gostava quando ele dizia gozado, você parece uma pessoa que eu conheço há muito tempo. E de quando ele falava calma, você tá tensa, vem cá, e a abraçava e a fazia deitar a cabeça no ombro dele para olhar longe, no horizonte do mar, até que tudo passasse, e tudo passava assim desse jeito. Ele gostava tanto quando ela passava as mãos nos cabelos da nuca dele, aqueles meio crespos, e dizia bobo, você não passa de um menino bobo.

Caio Fernando Abreu. (via soupoetico)

Uma hora a ficha cai e a gente resolve apertar no stop. Fazer papel de boba, pra quê? Não, não, agradeço, mas dispenso. Não quero mais dar valor ao que não pode ser tão valorizado. E me pergunto: por que diabos eu sou tão mongolóide e sinto? Meu Deus, como é ruim sentir.

Clarissa Corrêa.  (via romanteios)

Existir é um exercício nato da solidão. A própria palavra nos define e nos condena. Somos indivíduos. Talvez o segredo da felicidade seja aprender a fazer escolhas considerando em primeiro lugar a nossa individualidade e sentimentos mais profundos.

Elisa Bartlett.   (via oxigenio-dapalavra)

Você fala como se soubesse tudo o que eu quero. Você acha que sabe, não acha? Só que, no momento, aposto que nem se deu conta, tudo que eu quero é você.

Gabito Nunes. (via romeuemcrise)